Ficar de recuperação é insuportável, ainda mais agora que eu percebi que poderia ter me esforçado mais ao longo do ano e só agora quando percebi que estava mesmo na recuperação que eu venho me esforçar. Eu sou uma idiota mesmo. Mas a melhor parte de estar em recu é poder voltar ao colégio e ver as poucas pessoas que se importam de verdade com nós, afinal, as melhores risadas são as que damos dentro de uma sala de aula. Depois de tanto procurar e de tanto pensar que ela era a pessoa que mais iria me fazer mal, é a pessoa que mais me faz rir, gosta das mesmas coisas que eu e passa pelos mesmos problemas, ela sim eu poderia ter chamado de Melhor Amiga, mas pelo contrário escolhi outra que agora nem faço questão de lembrar o nome. Tá, muitas pessoas dizem que nós somos parecidas e antes odiávamos quando falavam isso olhando pra gente, mas agora é mais um motivo para cairmos na risada. Nunca vou me esquecer do nosso dia na rede, um trio que não é tão forte mas que para nos separar mais precisar de mais de um exercito. Bem, nunca vou esquecer do dia na rede porque foi nele que nós nos abrimos e falamos tudo o tínhamos guardado e só nos deixava pior, depois de falar tudo foi como se tivesse tirado um piano que eu carregava sem percebem nas minhas costas. Eu nunca fui normal, e ai de alguém se chegar para mim e disser que eu sou "super normal" que ai sim tenho mais que um motivo para mostrar o quão não sou nada normal, odeio que as pessoas me digam isso, me sinto ofendida, afinal, as melhores pessoas são aquelas que não tem um pingo de juízo e curtem a vida adoidado. Falei isso aqui pois já devem ter percebido que nenhum post tem apenas um assunto, eu saio misturando tudo que me vem a cabeça e acaba nessa gororoba. Não vou fazer um post diretamente falando de mim, até por que não tem muita coisa para falar, vai ser sempre assim um post começo falando de algo e o concluo falando da minha pessoa. Como nesse já falei que não gosto que me chamem de normal vou falar um pouco sobre minhas "anormalices". Quando eu tinha apenas 3 anos, me mudei pra Maceió - morava em Palmeira dos Índios que é um interior daqui de Alagoas - estava com minha família procurando um apartamento para a gente morar, quando eu na minha infantilidade fui correndo para o maior quarto, que tinha o buraco do ar-condicionado bem perto do chão - cá entre nós, eu quando pequena tinha uma certeza na minha cabeça de que eu sabia voar - fechei a porta e me enfiei no buraco do ar, só ouvia meus pais e minha irmã gritando meu nome, e já estava prestes a dar meu primeiro e lindo voo quando meu pai abriu a porta e viu minhas perninhas para fora do buraco e sabia que eu achava que sabia voar e logo me puxou com toda sua força - no qual sai toda arranhada - e me deu um abraço bem forte gritando avisando a minha mãe que eu esta bem. Mas eu havia ficado com muita raiva por ele não ter me deixado voar, tá bem que agora eu sei que não faço a menor ideia de como voar e que ninguém jamais voou a não ser dentro de um avião. Tá vendo, eu não sou nem nunca fui nada normal, até hoje tenho o maior orgulho de dizer que nunca fui e que não é hoje que eu serei. Tento ao meu máximo fazer com que as pessoas me notem a riam das coisas que eu faço ou falo, não sei se é apenas para chamar atenção - que eu acho que não seja - ou se é por que eu adoro esse meu jeitinho de ser - o que é mais obvio.
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